quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Assuntos que ocorrem, face às noticias deste inicio de semana com a intensa atividades de "iluminados"...

Muitos, mormente os mais jovens, jamais ouviram falar sequer em nada disso. Está na hora conhecer, analisar e formar opinião adotando posições. Para o bem de todos e a felicidade geral....

1 - O DIP - O ESTADO NOVO

A censura
A censura executada pelo DIP era de extrema eficiência. Agia em todos os segmentos da sociedade e, muitas vezes, os "censores" eram pessoas respeitáveis da sociedade que, envolvidos pelo clima da época, "entregavam", até inconscientemente, as manifestações culturais que por acaso demonstrassem a mais leve intenção de ir contra o regime ditatorial.
Em 1940, o DIP executou uma intervenção no Jornal O Estado de São Paulo, destituindo sua direção e assumindo seu controle, com a determinação de usá-lo como instrumento de propaganda. Essa intervenção perdurou até 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, que coincide com o fim do Estado Novo. Quando extinto, neste mesmo ano, o DIP foi substituído pelo Departamento Nacional de Informações (DNI), que, por sua vez, seria substituído mais tarde pelo Serviço Nacional de Informações (SNI).

Vejam o assunto em maiores detalhes em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda#A_censura

(vemos essa manipulação, hoje, em nossas radios, jornais, tvs e outdoors, internet...? Ha projetos objetivando isso cercear o direito à verdade? Há jornais sob censura no país?)

Veja "Observatório da Imprensa"

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

2 - "uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade"
Paul Joseph Goebbels (Mönchengladbach, 29 de outubro de 1897Berlim, 1 de maio de 1945) foi o ministro do Povo e da Propaganda de Adolf Hitler (Propagandaminister) na Alemanha Nazista, exercendo severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação.[1]
Foi uma figura-chave do regime, conhecido por seus dotes retóricos. Era um dos líderes políticos nazistas mais destacados que tinham concluído estudos superiores. Teve uma posição correspondentemente importante entre os nazistas.
Um dos primeiros e ávido apoiante da guerra, Goebbels fez tudo em seu poder para preparar o povo alemão para um conflito militar em larga escala. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele aumentou o seu poder e influência através de alianças, deslocando dirigentes nazistas. Em finais de 1943, a guerra estava virando contra os poderes do Eixo, mas isso só fez Goebbels estimular a intensificar a propaganda, exortando os alemães a aceitar a idéia de guerra total e de mobilização. Goebbels permaneceu com Hitler em Berlim até o fim, e na sequência do suicídio do Führer, foi indicado por ele para servir como Chanceler do Reich, ao qual o foi, por apenas um dia. Em suas últimas horas, sugere-se que Goebbels permitiu a sua mulher, Magda, matar os seus seis filhos pequenos. Pouco depois, Goebbels e sua mulher cometeram suicídio.

Vejam o assunto em maiores detalhes em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Goebbels

(isso ocorre hoje, no dia a dia? o bombardeamento com falsas ou incompletas informações, do povo incapaz de discernir entre o bem e o mal, por figuras da "política" às quais só interessa o poder e suas vantagens?)

3 - Fanático se suicida e leva consigo quase mil seres humanos na Guiana!! PERCEBE COMO ISSO PODE OCORRER? ( e numa sociedade, supostamente, mais avançada que a nossa...abaixo)
James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi pastor evangélico estado-unidense,e fundador da igreja Templo do Povo, que tornou-se sinônimo de grupo suicida após o suicídio em massa de 18 de novembro de 1978 por envenenamento em sua isolada coletividade comunitária agrícola chamada Jonestown, localizada na Guiana. Jones foi encontrado morto com um ferimento de bala na cabeça junto a outros 909 corpos.

Vejam o assunto em maiores detalhes em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jim_Jones

Não somos religiosos..mas, os que o são, deveriam fazer com que se lavasse a boca desses ensandecidos, antes de falarem em DEUS! Seriam os novos "Vendilhões do Templo"?

Vêm como esses assuntos estão ligados?...o autoritarismo, a mentira repetida à exaustão, os "salvadores" que são idolatrados pelos fanáticos e ignorantes que se acham "iluminados"...."escolhidos". E o que é pior...eles decidirão a nossa vida.

TUDO TERMINA EM TRAGÉDIA.

A IGNORÂNCIA É A NOSSA REAL INIMIGA!!!

A HISTORIA SE REPETE COMO FARSA. (Karl Marx - extraída do 18 Brumário de Louis Bonaparte, é de um encaixe perfeito em diversas situações da aventura humana na Terra.
 Isto acima é a Ponta Verde na virada da década de 70 para 80 do século recém-passado mostra, solitário, o Edificio Barroca. Reprodução do Blog do Enio Lins.(foto de Zu Guimarães).

Definição:

"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que seja publicado; todo o resto é relações públicas." George Orwell (1903-1950), escritor inglês, autor do livro 1984.

Comparações 2

Mesma coisa é a DENGUE. Num desses dias ela estava quase erradicada. O mosquito já tinha até ONG preocupada com ele. Espécie em extinção. Agora voltou com força total. Tinha ido buscar reforço. Volta a estatistica: estavam informando certo? os dados estavam sendo coletados e tabulados corretamente? Juntaram 6 meses de dados de locais que não tinham informado e meteram tudo agora? Ou há ameaça de perder a grana do Ministerio da Saúde?
Certa feita, eram tantas as visitas de fiscais, que resolvi tirar a porta do banheiro. Aí, parodiando o slogan do "Arquivo X", falei pra turma: "O Mosquito está lá fora"...
O cara me olhou com certo desconforto e me disse: "Doutor, deixe eu ganhar meu salário". Não tive o que responder...

Comparações....

Acabou o carnaval! Ufa!!!O que resta é o empenho das autoridades para mostrar que o numero de crimes daqui foi menor que de Recife, com 1 milhão e meio de habitantes (2008) contra 800 mil de Maceio. As variáveis são tantas que tais comparativos se tornam ridiculos. Recife teve 60 mortes? Maceio 25? Comparar o carnaval de Recife com o de Maceio chega a ser uma deslealdade. E as circunstancias? Qual o peso da força policial envolvida? Onde esteve aplicada? Como foram distribuidos os festejos? Qual a quantidade de pessoas que se afastaram desses eventos? Quantas participaram? Qual o dispositivo de socorro e emergencia disponibilizado?
E vem os acidentes nas estradas. Foram 10 a menos que em 2009? Foram 20? Qual o empenho do policiamento? Que estrutura foi aplicada? A análise se refere a estradas municipais, estaduais ou federais? Em quanto aumentou a frota do ano passado prá cá? Ou enlouqueceram, ou querem nos fazer de bobos...
De repente poderemos nos deparar com algo assim: "ano passado morram 2. Neste ano apenas 1. Conseguimos readuzir a criminalidade à metade". Não sei por que esse surrealismo me lembrou Sucupira e o Odorico Paraguaçu...(ali é que era "otoridade" pra ninguem botar defeito).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval de 1966:




Com a proximidade do Carnaval 2010, vem a mente os velhos carnavais, relembrados pelo Jornalista Pe.Alves Damasceno
Lembrei-me de uma rara imagem que escanneei de um exemplar da Gazeta de Alagoas, guardada do carnval de 1966, do qual participei, pela Radio Gazeta...

Dois velhos amigos muito queridos e figuras imortais do nosso radio...

Jorge Villar (Orelha), repórter e Jorge Lamenha (Marreco), Rei Momo.
Gostaria de poder lembrar outros 2 grandes reis da folia..mas nada tenho de imagens:
O grande Setton Neto (O Gringo do Samba) e o conhecidissimo
e popular Sanduarte (Artista Plástico), tambem rei do carnaval.
As datas são complicadas de dizer, mas a sequencia em relação a estes foi Setton, Marreco e Sanduarte.
Dr. Mario Paiva (sobrinho do Aldemar) e Dr. Carlito Lima, referem-se a outro grande rei, que foi Luiz Ramalho, da Silvério Jorge, familias
Ramalho e Perrelli...faltando determinar a década desse fato.

Luis Carlos Reis





Depoimento do Jornalista
Padre Alves Damasceno


O Carnaval de Maceió, começava, podemos assegurar, quinze dias antes. No Centro, onde, outrora, era localizado o Relógio Oficial – confluência da Rua do Comércio e do Livramento (Senador Mendonça), era armado o Palanque Oficial do qual, todas as noites, a Rádio Difusora de Alagoas, com o seu famoso prefixo ZY-04, transmitia, nas vozes de Miguel Correia de Oliveira e Castro Filho, as animadas Maratonas Carnavalescas. Orquestras de Sopro e Percussão executavam os frevos de rua e/ou canção, tanto os tradicionais como os que faziam sucesso no momento, geralmente, “importados” do Recife ou do Rio de Janeiro. Vez por outra, apareciam alguns de compositores alagoanos – Cavalcante Barros, Nilton de Oliveira, Geraldo Lopes, Aldemar Paiva, Passinha – defendidas pelas vozes de Pedro Lima, Ernande Silva, Marlene Santos, Hibernon Tenório, Juvenal Lopes, Setton Netto, Cláudia Maria, José Elias e tantos outros valores, em sua maioria, já desaparecidos.
Na noite do Sábado de Zé Pereira, o Carnaval era, oficialmente aberto. Sobre o Palanque Oficial, o Prefeito de Maceió entregava, solenemente, a chave da cidade à sua Majestade Rei Mono I e Único que, em carro alegórico, saudava a multidão, sentado no seu trono, com beijos e acenos. Os blocos carnavalescos desfilavam em seguida e eram muitos. Cada um mais bonito e mais animado que o outro. “Cara Dura”, “Morcegos”, “Cavaleiro dos Montes”, “Lavadeiras na Folia”, “Vulcão”, “Bomba Atômica”, “Marítimos”, “Sai da Frente”, “Vou Botar Fora”, “Motoristas na Folia”, “Amigo da Onça”, “ Vareta de Aço”, “ Pitanguinha vai à Lua”, todas com os seus integrantes fantasiados e o povão atrás, acompanhando, dançando a noite inteira e percorrendo toda extensão da Rua do Comércio que, todos os anos, era ricamente ornamentada, com bandeirolas, gambiarras, pórticos e as tradicionais figuras do Palhaço, Arlequim, Colombina, Pierrô, Esqueletos, tudo de conformidade com a tradição firmada pela “Comédia Dell’ Arte” italiana.
Famílias inteiras desfilavam fantasiadas, grupos de jovens com o mesmo tipo de roupa, “marinheiros”, “havaianas”, “cowboys”, “piratas”, “fantasmas”, “laursas”, cavalos marinhos, burrinhas...era uma festa só, sem contar com os mascarados. E o povo jogava confetes ou serpentinas, travando verdadeiras batalhas.
Haviam os grupos de críticos – colocavam, em evidência, levando ao ridículo, as coisas da política, acontecimentos, marcantes. Rapazes travestiam-se de mulher, dançava-se e cantava-se em plena rua, tudo dentro da melhor ordem, levando alegria aos presentes, sempre observados, ao longe, pelas patrulhas mistas do Exército e da Polícia Militar, mas, era raro haver qualquer alteração.
Haviam mais dois palanques: um , na confluência da Rua do Comércio com a Primeira de Março(Moreira Lima) e outro na Praça dos Martírios (Marechal Floriano).
Da turma que fazia as críticas, restam poucos vivos, como Bráulio Leite Júnior, Alipão, Rubens Camelo, Cavalcante Barros. Entre os que já foram, Saleiro Pitão, Nilton de Oliveira, Josué Júnior e Fusco (este, o maior de todos).
Um casal, todos os anos, desfilava com fantasias bonitas e originais, tornando-se legenda no Carnaval alagoano – Neco e Natalina – que, todos os anos, era esperado, bem assim o velho Firmino – que desfilava com o seu cavalo totalmente vestido e o Tarzan, exibindo o tórax desenvolvido à base de halteres.
Haviam os concursos de passo e, nos Clubes Sociais, desenvolvia-se o carnaval das corporações, das classes e da elite. Orquestras do Recife – de Nelson Ferreira e Guedes Peixoto – ou da Paraíba – Tabajara, de Severino Araújo – exibiam-se em nosso Carnaval e, alagoanas da gema, haviam as Orquestras do 20º BC – sob a batuta do Major José de Barros, a da Polícia Militar – do Tenente Nicácio e a famosíssima e requisitada Orquestra de Fausto e Passinha, depois, substituída pela do Capitão – Maestro Ivanildo Rafael.
Nossa primeira Escola de Samba, a “Circulista de Ponta Grossa”, arrancava aplausos ao passar, anos depois, aparecendo as “Unidos do Poço”, “Treze de Maio”, Jangadeiros Alagoanos”, “Mocidade de Ponta Grossa” e “Girassol”.
Havia o “Corso”, durante os dias de Carnaval – Carros conversíveis, camionetes, jeeps, cobertos de confetes e serpentinas, desfilavam, vagarosamente, pela Praia da Avenida e Centro de Maceió, aspergindo lança perfume nos conhecidos que ficavam nas calçadas para ver o carnaval.
Figura marcante do Carnaval alagoano foi, sem sombra de dúvida, o Setton Netto. Comerciante do ramo de tecidos – a Casa Setton era de seu pai –, Setton era cantor de samba, do “cast” da Difusora. Sabia e interpretava todos os sambas canções do saudoso e famoso Cyro Monteiro – o “Formigão”. Foi o Rei Momo de reinado de maior duração. Folião por excelência, sabia, mais de que ninguém, desempenhar o papel de Monarca da Folia. Levava o cargo a sério.
Nosso Carnaval era tal e qual o que se faz no Recife. Aqui, só nunca fomos fortes no que diz respeito às culturas dos Maracatus, dos Caboclinhos e dos Papangús. Mas, em matéria de desfile, decoração e musica, era a mesma coisa, do tipo que, de uns dez anos para cá, vem tentando fazer os organizadores do “Pinto da Madrugada” e o que fez, toda sua vida entre nós, o saudoso e folião Radialista Edécio Lopes.